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O lançamento da Odisseia – revista organizada e produzida por Manuela Eichner e Romy Pocztaruk, vai ser no evento dobradinha da loja charmosa CACHALOTE, em São Paulo, nesse final de semana. A revista de proposições artísticas é  trimestral, impressa em offset “à moda antiga” com tiragem limitada de 150 exemplares. Esta primeira edição conta com artistas de diversas localidades do Brasil, interpretando o tema Odisséia. visite o site: http://lojacachalote.com/

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Odisséia em PDF

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Lançamento da Revista Odisséia

A revista odisséia, organizada e produzida por Manuela Eichner e Romy Pocztaruk, é uma revista de proposições artísticas trimestral impressa em offset “à moda antiga” com tiragem limitada de 150 exemplares. Nesta primeira edição foram convidados artistas de diversos lugares do Brasil para criar um trabalho específico com o tema proposto: a odisséia.

Sintam-se livres para explorar, imaginar, delirar sobre essa pequena-grande palavra que perpassa Ulisses e encontra o extraordinário. Odisséia!
Onde: Travessa do Venezianos n.30 (feira de arte Desvenda)

http://desvenda.wordpress.com/

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Ana Rachel – anarache@gmail.com

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Camila Mello – camilanmello@gmail.com


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Maicyra Leão - mayleao@hotmail.com

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Ricardo Mello – verape@yahoo.com

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Claudia Paim – claudiapaim@hotmail.com

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Ulisses : a terceira pessoa de cada eu

Ele
Eu
Ele que sou eu
Ele
Sai do quarto,  ele dá um primeiro passo, o espaço onde ele existe é fora, mas nunca no presente.
Saira do quarto, dera o primeiro passo, o espaço onde ele existira fora o fora, mas nunca mais que perfeito.
Não era o devenir  para ele no espaço de fora uma re-levante instância até o agora. Às antigas rimas mais barrocas, falava-pouco outras linguas, poucos-falavam com ele nessas linguas. E o mar.
Por escolha ele de nada sabia, enquanto que eu, com visto impermanente no bojo, habitava dentro de sua carcaça, o seu quarto.

Nisso que tudo se esvazia dos simbolos do espaço íntimo, o tapete se deslisa  levando-os consigo passo após o outro. A rua, o concreto, o asfalto entao lhes substituiriam em meandros becos, setas ortogonais e planos confusos. Em palavras espelhadas, o sapato calça ao justo seu pé direito e afroucha-se a cada passo o esquerdo, o cordão solto amarra firme à superfície externa de tudo que pisara na subjascência de seus pés, o rastro invisível – um filme no calcanhar onde aquilo que cai sem ser visto é engolido pelo chão como se fosse um poema sépia. Certo que rever salva. Movimentos que se repetiram por algum tempo hà pouco do seu retorno. Fora dentro do fora. Jamais o retorno que o recolhe para dentro de mim, na espera do dia desse retorno, será uma repetição.

A ação de uma vez começara a lhe fazer sentido em busca de anchovas negras ou pouco importa. Às vezes de manhã e seguidamente na vespera de um tempo sem vestígio e impalpável partia. E assim, ele que sou eu, habitualmente, carregara em seu saco um pote de tinta branca e um pincel. A câmera de vídeo também lhe era inseparável. Havendo um corpo vis-à-vis o trajeto fora o de nada saber. Caminhara à deriva manso como na obscuridade de uma pequena abertura de tato. A temporalidade, desde a porta alhures, era o derretimento na alteridade do seu cubo intimo – aí onde bem eu restava. Na medida de uma relativização ligeira, um cubo íntimo era fabricado por ele, ele que sou eu em última retórica, como fabricara a mesa de um quarto, o quarto do estabelecimento onde me depositara, noutra cidade, de um país … dele que era meu desde quando me roubara.

•na câmera um clic sobre o botão rec e um grito pela desobstrução gaga

E era a partir de sua relação com esses espaços que assim ele pudera distinguir para avaliar e habitar o habitual do não-habitual. E no âmbito de sua ação num tempo diminuto – sempre que eu fora ele de um golpe – habitara obtuso o espaço exterior.

Ali Khodr- ali_khodr@hotmail.com

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maya

Vê, que bonita a impermanência, você pensa ao ver as sombras que vão embora quando uma fresta se fecha. Depois pensa que o contrário de uma sombra também é o mundo inteiro, como também é o contrário de uma luva. E o contrário de uma sombra que vai embora quando uma fresta se fecha, por sua vez, é o mundo por milésimos de segundos.

Descobre que há algo que se levanta dessa experiência. Chama isso de algo indo ao encontro de. No caso, o algo é você, e depois do de vem o mundo todo, o mesmo mundo dos milésimos de segundos que devém da fuga de uma sombra. Percebe que o encontro não é feito de um lado e de seu contrário que se encostam, mas sim de lados que coexistem um dentro do outro. Um no outro.

Mas não se vê o limite do encontro. É pura ficção.
A beleza da captura impossível: inventar onde um começa e outro termina.
A cartografia é um produto da imaginação, os órgãos do corpo também o são.

Qualquer encontro é um acontecimento, um evento, que inventa algo como uma terceira coisa que também não sabe onde começa e onde termina.
É assim o estrangeiro, está-e-não-está onde está.

Inventa então que os encontros tensos parecem a Pororoca, lá do Rio Amazonas quando do encontro do rio com o mar. E que há os encontros pacíficos, como os da Foz do Rio Douro. Deságuam no mesmo oceano, de maneiras diferentes.
Nada como colocá-los à conversar.

Mayana Redin – mayanaredin@hotmail.com

CENA 4. EXT. ATERRO DE CARVÃO DA USINA TERMOELÉTRICA – DIA

Um imenso aterro de carvão mineral. Ao fundo, bem longe, vê-se o prédio de uma antiga usina termoelétrica. Torres e fios de alta tensão riscam o horizonte nublado. Um rio prateado flui entre as torres de alta tensão. Sons de fábrica e de mato se misturam. W, uma jovem mulher, vestida de gabardine cinza e botas, caminha entre os montes de carvão. Ela vai até o rio, tira do bolso uma tesoura e corta a água como se cortasse um tecido. Ela fala para a câmera:

W – Quem caça um animal, busca o lugar onde ele se alimenta.

Uma tubulação metálica da usina, que passa perto de W, expele uma nuvem de vapor de água, cujo ruído lembra o de um extintor de incêncio sendo descarregado.

CENA 5. INT. LIVRARIA – DIA

M acaricia a encadernação de um livro com capa de lona. Olha a frente e o verso do livro e o coloca de lado.

INSERT: M no banheiro caminha na direção da câmera olhando para a objetiva. Quando ela chega bem próximo, a câmera faz um movimento em arco de 900 e corrige para o perfil de M, que para onde a câmera estava e olha-se no espelho. Imagem em macro do olho dela observando sua prórpia imagem.

M acaricia a capa de couro de uma encadernação muito atraente.  Ela abre o livro, molha a ponta do dedo na língua e humedece a folha ao mudar a página.

Pedro Isaías Lucas Ferreira- pedrolucas10@hotmail.com

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eduardo verderame – everderame@gmail.com

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Luiz roque – luizroquefilho@gmail.com

Odisseia

Livia Pasqual Santos – liviapsantos@gmail.com

HORIZONTES pb

Luciano Montanha – lucianomontanha@gmail.com

Julio Callado página2Julio Callado página1

Julio Callado – jucallado@gmail.com

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Romy Pocztaruk – romypocz@gmail.com

marinamarina2

Marina Camargo – marina@marinacamargo.com

nik

Nik Neves – nik@nikilustrador.com

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